Imagem 1: El ninõ e la ninã

Voce sabia?

Provavelmente vocês já ouviram falar dos fenômenos El Niño e La Niña e seus efeitos no clima, sejam eles em escala regional ou global. Hoje vamos explicar o que se trata tais fenômenos, os mecanismos de interação entre superfície do mar e atmosfera e suas consequências.

O El Niño representa o aquecimento anômalo (acima de 1° C) das águas superficiais e subsuperficiais no Oceano Pacífico equatorial central e oriental (costa oeste da América do Sul). O aquecimento das águas, além de afetar as correntes marítimas, provoca alteração na atmosfera adjacente à superfície do oceano, que por sua vez, influencia a dinâmica dos ventos alísios (aqueles que sopram de leste para oeste), que passam a atuar de forma menos intensa na região equatorial. Essa anomalia observada no sistema oceano-atmosfera altera o transporte de umidade na atmosfera e, por consequência, afeta a distribuição das chuvas em diversas regiões do planeta. No Brasil, país de dimensões continentais, são variados os efeitos provocados pelo El Niño. Nas regiões norte e nordeste, verifica-se, em geral, secas de diversas intensidades. Na região sudeste nota-se moderado aumento das temperaturas médias, principalmente no inverno e no verão. Na região Sul, a tendência é de precipitações abundantes, especialmente na primavera, além de aumento da temperatura média. No centro-oeste, ainda não foi possível relacionar, diretamente, as alterações climáticas ao fenômeno.

O La Niña consiste no fenômeno oposto, isto é, resfriamento anômalo das águas superficiais e subsuperficiais no Oceano Pacífico equatorial central e oriental. A consequência desse fenômeno é o resfriamento da camada atmosférica adjacente ao oceano na referida região, o que intensifica os ventos alísios. Quanto mais intensos esses ventos, maior o acúmulo de águas quentes na porção ocidental do Pacífico, o que aumenta a evaporação de água e transporte da umidade para a porção ocidental do oceano (costa oeste da América do Sul). Ao alcançarem o território brasileiro, essas massas de ar úmido, provocam chuvas abundantes na região norte e tendem a trazer frentes frias para o nordeste, acompanhadas de chuvas acima da média na parte semiárida dessa região. Na região centro-oeste, não se pode constatar efeitos pronunciados do fenômeno, enquanto na região sudeste observa-se ligeiramente abaixo da média climatológica no inverno e verão. Por fim, na região sul há passagens rápidas de frentes frias, com tendência de diminuição da precipitação nos meses de junho a fevereiro.

Ambos os fenômenos ocorrem sem frequência ou duração definida, porém observa-se que o El Niño provoca maiores oscilações de temperatura e tende a ser mais frequente que o La Niña.

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