Você sabia?

O agronegócio é um dos principais setores da economia brasileira, responsável por cerca de 25% do PIB nacional. Esta importância é reflexo do aumento da produção do campo, que por sua vez, está relacionada com a utilização de defensivos agrícolas. Por sinal, o Brasil é o maior mercados consumidor destes insumos no mundo, com consumo de 887 mil toneladas em 2015 (SINDIVEG, 2017). A tendência de aumento na utilização de defensivos agrícolas desperta a atenção na gestão de seus resíduos, especificamente as embalagens em que os agrotóxicos foram armazenados e comercializados.

Pois bem, o que fazer com estas embalagens? A desinformação, negligência na fiscalização, descuido, entre outros fatores, levaram a um cenário de destinação diversa destes resíduos. Há casos de queima das embalagens, aterramento (ou abandono) no próprio campo, lançamento em rios ou represas ou reutilização com outras finalidades, práticas que colocam em risco o meio ambiente e a saúde da população, em alguns casos os próprios produtores rurais que compraram o defensivo. A boa notícia, é que estas práticas inadequadas são cada vez menos comuns.

A mudança de cenário se deve à um conjunto de fatores, como maior efetividade na fiscalização, conscientização dos produtores rurais e a pressão das partes envolvidas na cadeia de produção agrícola. Assim, em 2000, foi instituída a Lei 9.974, visando ao compartilhamento da responsabilidade sobre estes resíduos e o controle na destinação destes. Já em 2010, com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305, a discussão acerca da destinação de embalagens de defensivos agrícolas voltou à tona, sendo estes resíduos objetos da chamada logística reversa. Neste sistema, cabe aos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores, contribuir para a destinação correta das embalagens.

Atualmente, os produtores rurais, após o consumo dos defensivos, devem lavar e retornar as embalagens para as unidades de recebimento. Em geral, a destinação final destes produtos é a incineração ou reciclagem, sendo que esta promove, além da destinação adequada, o aproveitamento de matérias primas para fabricação de outros produtos. Na figura abaixo é possível conferir o sistema de logística reversa das embalagens de defensivos agrícolas.

Logística reversa de embalagens de agrotóxicos
Esquematização da logística reversa de agrotóxicos

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